quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Piercings – Um simples adorno?




Autor:
Andréa Cerqueira


Mais um adorno ou uma porta aberta para a corrupção da alma e do corpo?

Nestas últimas duas ou três semanas, fiquei impressionada com a inquietação surgida à respeito de piercings e tatuagens. O que está por detrás da moda da sociedade moderna na qual estamos mergulhando?
Pesquisei sobre o assunto e com a ajuda de um amigo, descobri coisas importantes à respeito do tal “adorno” para o corpo.
Mais do que a tatuagem, embora possa ser removido, o piercing é considerado mais agressivo do que a tatoo. Assim como a tatuagem, ele também tem origem nos povos antigos e está ligado à rituais espirituais da Índia, da Indonésia e tribos da África. Foi esquecido na Europa do séc. XX e retornou como “moda” pelo movimento Underground no nosso século.
O problema é que, além de ser um ato agressivo para o nosso corpo, ele tem significados espirituais. Ainda que hoje, o piercing está sendo usado como acessório fashion, parte da moda atual, contudo, sua origem não é tão simples.
Até mesmo os artigos seculares à respeito do piercing, admite seu “sinônimo de agressividade, assim como a tatuagem, ele também é uma tentativa da individualidade, uma tentativa de sair da identidade familiar para a grupal.” – revista Galileu.
“Fruto do exibicionismo, da loucura ou da simples vontade de se ornamentar, os anéis corporais foram trazidos da cultura underground da costa da Califórnia (USA) e do universo sadomasoquista, por jovens que viram nele uma nova forma de exaltar o corpo e as suas zonas erógenas. Outrora os anéis corporais tinham conotações sagradas, dramáticas e classicistas. Para alguns povos primitivos era uma prática clandestina, utilizada tanto para preservar a castidade, como para provocar a estimulação sexual.” – Carmem Martin “Nos templos Astecas e Maias, os sacerdotes faziam piercings em suas línguas como parte de um ritual de comunicação com os deuses.” – História do Piercing.
Um dia desses entrei num site gospel e pesquisei num fórum, a opinião de alguns jovens cristãos, fiquei surpresa ao conferir uma das respostas “não vejo mal algum, Rebeca usava piercing…” – referindo-se ao fato do servo de Abraão presenteá-la com pulseiras e colocar em seu nariz uma argola – Gên. 24:22, 30 e 47. Mas precisamos entender bem isso, para não distorcermos a Palavra do Senhor – o servo de Abraão tinha sido encarregado de encontrar uma esposa para Isaque. Ele pediu à Deus um sinal à respeito daquela que Deus tinha separado para Isaque e o Senhor respondeu conforme ele pediu. Os presentes dados à Rebeca significavam que ela tinha sido escolhida, em especial a argola no nariz, foi usada como símbolo de posse, de domínio. Era como se o servo de Abraão dissesse à todos daquela região “homens, tirem seus olhos desta moça porque à partir de agora, ela pertence a alguém”. Logo depois, Labão, irmão de Rebeca, vendo o pendente no nariz dela e as pulseiras em suas mãos, sai imediatamente para saber o que tinha acontecido, para saber quem a tinha escolhido.
Confira parte do artigo sobre o piercing, de Breno Amaral:
Todos os Piercings são dedicados a deuses e/ou ídolos regionais e territoriais. A partir do momento que você coloca um Piercing em seu corpo está aberta a porta para atuação demoníaca, mesmo que você não queira ou não saiba que isso vai acontecer. O diabo não está nem um pouco interessado em saber qual é a sua intenção, ele não quer saber se você sabe ou não o significado do que você está fazendo; ele apenas usa suas artimanhas para se apoderar da sua vida.
Portanto, vou explicar um pouco dos significados dos Piercings nas partes do corpo mais comumente utilizados.
* O Piercing colocado no nariz significa DOMÍNIO e seu sentido no mundo espiritual é uma distorção do caráter e um direcionamento que causam rebeldia e uma autoconfiança muito exacerbada.
* O Piercing nas sobrancelhas dá vazão para um APRISIONAMENTO DA MENTE, causando um bloqueio na mente de quem os usa. Para essas pessoas nada tem grande importância principalmente na vida espiritual.
* O Piercing nas orelhas, muito comum, significa APRISIONAMENTOS EM ÁREAS ESPECÍFICAS do corpo, podendo ser bloqueio do sistema nervoso, sistema simpático e sistema parassimpático. As pessoas que os usam podem sofrer de problemas na coluna, útero, alterações de libido e personalidade e, também, alterações genitais.
* Um dos piercings que estão mais na “moda” é colocado no umbigo. Este está na área destinada a ALIMENTAÇÃO. Serve como um local de canalização de espíritos satânicos no corpo de quem os usa. Ele representa a exposição do corpo, visto que as pessoas que os usam gostam de deixá-los à mostra.
* O Piercing nos lábios significa um DOMÍNIO NA FALA; assim como o que é colocado na gengiva. As pessoas que os usam estão propensas a ter insegurança nessa área, dificuldades para uma boa comunicação, etc. Seu significado na vida dessas pessoas é como de um cabresto e pode ser representado na forma de gagueira. A diferença entre o colocado nos lábios e o que é colocado na gengiva, é que o segundo representa a LUXÚRIA.
* O Piercing nos órgãos genitais traz como significa principal a PROSTITUIÇÃO. Ele pode causar um estímulo intra-uterino para atuação de espíritos nessa área causando esterilidade e outros problemas nas mulheres e, também, nos homens. Ele traz uma atuação na vida das pessoas que o utilizam.
Bem, significa que todas as pessoas que você vir com esses tipos de piercings estarão manifestando esses sintomas que foram ditos? Não, nem sempre. Mas digo que, com certeza, no mundo espiritual elas estão aprisionadas de alguma forma por essas marcas que elas carregam no corpo. (…)
É simples analisarmos tudo isto, basta um pouco de ponderação e perceberemos que não precisamos adotar tudo o que a moda nos oferece.
Somos separados, uma geração chamada sim para ser extravagante, mas nossa extravagância deve ser expressa à respeito do que nós recebemos do Senhor e do nosso amor por Ele, da nossa busca por Sua santidade. Não necessitamos expressar nossa individualidade e ideais em nosso corpo de forma tão agressiva, afinal, nosso corpo não nos pertence, mas sim ao Senhor.

domingo, 18 de novembro de 2012

EBD



Miquéias - A Importância da Obediência
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE Miqueias 1.1-5; 6.6-8.
Obediência: 
1. Cumprimento da vontade alheia. 2. Submissão. 3. Preito de homenagem. 4. Domínio, autoridade. .
COMENTÁRIO
O ministério profético de Miquéias tem lugar numa época dominada por um enorme contraste, tanto em Israel quanto em Judá, entre os excessivamente ricos e os pobres oprimidos, devido à exploração da classe média de Israel (veja 2.1-5). Os ricos opressores eram apoiados por líderes corruptos políticos e religiosos de Israel. Em razão dessa má liderança, toda a nação tornou-se corrupta e digna de julgamento. Miquéias é levantado por Deus nesse cenário, para proclamar que o Santo e Justo não tolerará mais a maldade de seu povo. Os pecados morais e religiosos da ganância e da idolatria daqueles dias foram o fator desencadeador do ministério profético de Miquéias. Tenham todos uma excelente e abençoada aula!
I. O LIVRO DE MIQUEIAS
1. Contexto histórico.
1.1 Nome. O nome Miqueias, vem de uma palavra hebraica “Mikhah” que significa “Quem é como Yahweh?”. Um nome semelhante a Micael: “Quem é como Elohim?”.
Ele profetizou nos dias de Jotão , Acaz e Ezequias, reis de Israel e de Judá entre 750 e 680 a.C., antes e depois da tomada de Samaria pelos assírios em 721 a.C., tendo sido contemporâneo de Oséias e de Isaías. Não há muitas informações sobre a sua vida pessoal, sabemos que ele era Morastita, ou seja, morador de Moreseti- Gate. O local fica na área em redor de Beit-Jibrim, situada a aproximadamente 32 km ao sudoeste de Jerusalém e a 27 km a oeste de Tecoa, onde vivia Amós..
2. Estrutura e mensagem. O assunto do livro divide-se em três seções: na primeira condena os pecados da Samaria e de Judá, principalmente as injustiças praticadas pelos ricos e poderosos que despojavam injustamente os pobres; a segunda começa com um vaticínio sobre a restauração de Jerusalém, sobre a qual virão as nações estrangeiras e das quais esta se libertará; a terceira corresponde a um processo contra Jerusalém devido às suas idolatrias. Samaria era a capital do reino do norte, seus governantes eram responsáveis direto pela corrupção nacional dominante. Sendo que 200 anos antes apostataram de Deus e adotaram o culto do bezerro e a baal e outros ídolos e práticas idólatras dos cananeus. Deus lhes enviara Elias, Eliseu e Amós pra fazê-los abandonar os ídolos, não aceitaram as mensagens dos profetas, já estavam amadurecidos para o golpe de morte.
SINOPSE DO TÓPICO (I) O livro de Miqueias tem como assunto principal a ira divina sobre os pecados de Samaria e Judá.
II. A OBEDIÊNCIA A DEUS
1. O conceito bíblico de obediência. O verbo hebraico šhema’ (raiz primitiva): “ouvir com inteligência - com implicação de atenção, obediência. Basicamente significa ouvir. O uso mais conhecido deste termo é para introduzir o Shemá, “Ouve, Israel”, seguido pelo conteúdo daquilo que os israelitas devem entender acerca do Senhor, seu Deus, e sobre como devem responder a Ele (Dt 6.4). Miqueias apresenta sua profecia a Judá e Israel, mostrando que Deus é o responsável por julgar a falta de temor do povo para com seu Deus. Ele denuncia os falsos profetas, os líderes desonestos e os sacerdotes ímpios que enganavam o povo e o conduziam ao pecado, ao invés de direcioná-los a uma vida mais próxima de Deus.
Por mais que se pratique de forma correta os rituais que a Lei ordena, esses rituais não podem ser suficientes se o coração do povo mantinha seus pecados. Deus estava irado com Samaria e Jerusalém, pois o povo não o adorava de coração. Isso não significa que Deus abomina rituais. Ele mesmo prescreveu em Levítico a liturgia e as festas religiosas. O que deixou Deus irado foi o povo imaginar que seguindo corretamente os rituais, estariam isentos de uma vida de fé e das obrigações sociais da Lei quanto ao auxílio dos pobres. “Agradar-se-á o SENHOR de milhares de carneiros? De dez mil ribeiros de azeite? Darei o meu primogênito pela minha transgressão? O fruto do meu ventre, pelo pecado da minha alma? Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o SENHOR pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a beneficência, e andes humildemente com o teu Deus?” (Mq 6.7,8). O profeta deixa claro o desejo de Deus para os israelitas, numa referência que serve também para a Igreja do Senhor: a prática da justiça, o amor à bondade e o andar de forma não soberba diante de nossos pares e do próprio Deus.
2. A desobediência das nações. O julgamento do Senhor contra Israel e Judá exemplifica e configura o julgamento divino contra todos os povos que comentem idolatria e crimes sociais.
3. A ira de Deus sobre o pecado (1.3-5). Como Miquéias estava muito interessado na injustiça social, não é de surpreender que a sua profecia fosse dirigida a Samaria e Jerusalém (Mq 1.1,5). Estas cidades eram habitadas pelas classes mais ricas e privilegiadas da sociedade, e havia muitas desumanidades sendo cometidas contra os grupos menos afortunados. Miqueias apresenta sua profecia a Judá e Israel, mostrando que Deus é o responsável por julgar a falta de temor do povo para com seu Deus. Ele denuncia os falsos profetas, os líderes desonestos e os sacerdotes ímpios que enganavam o povo e o conduziam ao pecado, ao invés de direcioná-los a uma vida mais próxima de Deus.

III. O RITUAL RELIGIOSO
1. O rito levítico. O termo hebraico para rito é mê’mar (rito, determinação, mandato), derivado do aramaico e corresponde ao termo mâ’amar (alguma coisa oficialmente dita; um decreto; mandamento). Esta palavra se origina do verbo aramaico comum ‘amar, que significa dizer. Rito é o conjunto de cerimônias e práticas litúrgicas através das quais externamos a fé. A maioria dos grupos protestantes concordam entre si que Cristo deixou à Igreja duas observâncias - ou ritos - ou sacramentos - a serem incorporadas no culto cristão: o batismo nas águas e a Ceia do Senhor.
2. O diálogo de Deus com o povo (6.6). O texto do capítulo 6 apresenta um exemplo clássico da ação judicial profética, onde o Senhor pleiteia os termos da aliança contra o seu povo desobediente. A mensagem inicia com uma cena de julgamento na qual o Senhor é aquele que apresenta a queixa, Miquéias é o seu enviado, os montes são as testemunhas, e Israel é o acusado (6.1,2) Como o representante de Deus, Miquéias deve acionar a causa de Deus contra o povo.
3. Sacrifício humano (6.7). Mediante a progressão retórica dos sacrifícios - bezerros… milhares de carneiros… o meu primogênito - Miquéias expôs o absurdo da dependência de Israel dos ritos e sacrifícios vazios para merecer o favor divino. Tal confiança demonstrava uma profunda falta de compreensão da graça divina, pois a salvação de Israel era gratuita e não por méritos (6.4,5). Além disso, as obrigações da aliança por parte de Israel subentendiam justiça social, e não somente liturgia (6.8).

IV. O GRANDE MANDAMENTO
1. A vontade de Deus. Deus estava realmente procurando uma resposta ética de seu povo da aliança. Os mestres da Lei encontraram 613 preceitos, no Salmo 15 estes estão reduzido a 11, em Isaías 33.15 a 6 mandamentos; Miquéias condensa-os a três: ser honesto em tudo o que fizer; cultivar fidelidade compassiva, e comprometer-se a viver em submissão a Deus.
2. O sumário de toda a lei (6.8b). Benevolência, chesed; Strong 02617: Generosidade, misericórdia, bondade, amor infalível; ternura, fidelidade. Chesed ocorre 250 vezes na Bíblia. Ela pode ser melhor traduzida como “bondade”, embora, fidelidade seja, às vezes, a ideia principal. Na maioria das vezes, nas Escrituras, chesed é usada para a misericórdia de Deus. Em Mateus 9.13 Jesus chama misericórdia de assunto mais importante da lei (Mt 23.23). A bondade é uma característica que Deus espera que o homem possua.


http://www.apazdosenhor.org.br/

sexta-feira, 16 de novembro de 2012



 A minha alegria vem do Senhor...






Por isso que sou feliz, o Senhor me ensinou a perdoar...


segunda-feira, 12 de novembro de 2012

 Nome do Criador, YAOHUH

Para quem esteve presente na 
                Escola Dominical nas últimas lições ficará fácil a interpretação.                                                                 

  TETRAGRAMA     


  MESSIAS  OU  FILHO DE  YAOHUH    " YAOHUSHUA"





                                                                         YAOHUSHUA





                                                                          TETRAGRAMA     





                                                                          MESSIAS... YAOHUSHUA


quarta-feira, 7 de novembro de 2012

SANTA CEIA




SANTA CEIA ESPECIAL
21 ANOS DE CASAMENTO DESTE CASAL ABENÇOADO



LIDERANÇA


O VINHO


E O PÃO











sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Doutrina de quarta



A cruz de Cristo     Mateus 27.33-56

1. A cruz de Cristo é pré-histórica. Ela estava encrustrada no coração de Deus antes da fundação do mundo:
a) 1 Pe 1:18-20 –
b) Ap 13:8 –
2. O Calvário não foi um acidente, mas um plano divino. Cristo veio para morrer. A morte na cruz sempre esteve em sua agenda: ele profetizou várias vezes que veio para morrer.
Ele é o Cordeiro que tira o pecado (Jo 1:29). 
Ele é como a serpente levantada (Jo 3:14). 
Ele é o pastor que dá a sua vida pelas ovelhas (Jo 10:11-18).
 Ele é o grão de trigo que cai e morre para produzir muitos frutos (Jo 12:20-25).
3. Cristo foi para a cruz não apenas porque os judeus o entregaram por inveja. Não apenas porque Judas o traiu por dinheiro. Não apenas porque Pilatos o condenou por covardia. Cristo foi para a cruz porque o Pai o entregou por amor. Cristo foi para a cruz porque ele se entregou a si mesmo por nós.
4. O calvário é o maior drama da história. O calvário é o palco da justiça de Deus: seu consumado repúdio ao pecado e também é o palco do infinito amor de Deus: pois ali ele não poupou o seu próprio Filho para nos salvar. A cruz de Cristo é o nosso êxodo, a nossa libertação.
5. Vejamos as cenas dessa maior drama da história:
I. AS ACUSAÇÕES CONTRA JESUS CRISTO NA CRUZ 
Jesus foi acusado pelo Estado e pela Religião. O povo amotinado e insuflado pediu sua condenação. Chamaram-se testemunhas. Ele foi acusado, julgado, sentenciado e condenado à pena de morte. Mas as acusações eram falsas, as testemunahas foram subornadas e a condenação o mais perverso erro judicial da história.
1. Jesus foi acusado de sedição política – v. 37
Os judeus por inveja o acusaram de sedição política. Colocaram-no contra o Estado, contra Roma, contra César. Questionaram as suas motivações e a sua missão. Acusaram-no de querer um trono, em lugar de abraçar uma cruz.
A acusação contra Cristo é que ele era o “Rei dos judeus”. Essa acusação foi pregada em sua cruz em três idiomas: hebraico, grego e latim. O Hebraico é a língua da religião. O grego é a língua da filosofia e o latim é a língua da lei romana. Tanto a religião, como a filosofia e a lei se uniram para condenar a Jesus, mas ele fez da sua cruz um instrumento para salvar homens do mundo inteiro.
2. Jesus foi acusado de blasfêmia – v. 40b
Os judeus ficaram chocados, escandalizados e perplexos quando Jesus se apresentou como Filho de Deus. Eles rasgaram suas vestes, dizendo: ele blasfema! Agora, escarnecem dele na cruz.
3. Jesus foi acusado de ser um impostor – v. 40a
Eles não tinham olhos para ver, nem ouvidos para ouvir, nem corações para entender o que Jesus falava. Eles pensavam que Cristo se referia ao templo de Herodes, enquanto Jesus falava do seu corpo, de sua morte e ressurreição (Jo 2:19).
4. Jesus foi acusado de ser Salvador – v. 42
“Salvou os outros e a si mesmo não pode salvar”. Mas se Jesus salvasse a si mesmo, não poderia nos salvar. Ele morreu para vivermos.
5. Jesus foi acusado de usar indevidamente o nome de Deus – v. 43
Eles pensavam que Jesus era um embusteiro (v. 63), um mentiroso, um lunático que procurava enganar os fracos ao afirmar que confiava em Deus e que Deus lhe queria bem.
II. O DESAMPARO DE JESUS CRISTO NA CRUZ 
1. Jesus foi desamparado pelo povo – v. 39
O mesmo povo que viu seus gloriosos milagres, que o viu levantando os paralíticos, curando os cegos, purificando os leprosos e ressuscitando os mortos, agora zombam de Cristo, agora escarnecem do Filho de Deus.
2. Jesus foi desamparado pelos líderes – v. 41
Aqueles que conheciam a Palavra de Deus, também zombaram de Cristo. Eles escarneceram do Filho de Deus.
3. Jesus foi desamparado pelos ladrões que foram crucificados com ele – v. 44
Os próprios companherios de desdita também se insurgiram contra Cristo. Eles também atiram setas venenosas contra o Filho de Deus.
4. Jesus foi desamparado pelo próprio Pai – v. 46
O universo inteiro se contorceu de dores. O sol escondeu o seu rosto. As trevas inundaram a terra. Cristo se fez pecado por nós. Ele foi feito maldição por nós. Ele desamparado pelo próprio Pai. Deus puniu o nosso pecado nele. Ele bebeu sozinho o cálice da ira de Deus.
III. AS PALAVRAS DE JESUS CRISTO NA CRUZ 
1. Palavras em relação às pessoas às pessoas
a) Palavra de perdão – “Pai, perdoa-lhes, porque eles não sabem o que fazem” (Lc 23:34).
b) Palavra de salvação – “Hoje mesmo estarás comigo no paraíso” (Lc 23:39-43).
c) Palavra de afeição – “Mulher, eis aí o teu filho – Eis aí tua mãe” (Jo 19:25-27).
2. Palavra em relação a Deus
a) Palavra de desemparo – “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mt 27:45-49). Houve trevas sobre toda a terra ao meio dia. Sede, desamparo e agonia são um símbolo do próprio inferno. Foi na cruz que Cristo desceu ao inferno. Foi ali que ele se fez pecado. Foi ali que ele bebeu o cálice da ira de Deus por nós. Foi ali que ele suportou o justo castigo que os nossos pecados merecem. A nova praga do Egito foram três dias de trevas, seguido da última praga, a morte dos primogênitos (Ex 10:22-11:9). As trevas no calvário foram uma proclamação de que o Cordeiro de Deus seria imolado pelos pecados do mundo. Os homens pensaram que Cristo clamava por Elias. Havia não apenas trevas na terra, mas também em suas mentes e corações.
3. Palavras em relação a si mesmo
a) Palavra de agonia – “Tenho sede” (Jo 19:28-29).
b) Palavra de vitória – “Está consumado” (Jo 19:30).
c) Palavra de rendição – “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23:46).
IV. O IMPACTO DA MORTE DE JESUS CRISTO NA CRUZ 
1. O sol escondeu o seu rosto e as trevas encheram a terra – v. 45
A natureza fazia coro e se identifica com o sofrimento do Filho de Deus. Naquele momento ele foi feito pecado por nós. Naquele momento Deus fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós.
2. Acabou a hierarquia espiritual – v. 51
Agora judeus e gentios têm livre acesso a Deus por meio de Cristo. Agora não precisamos de um sacerdote, de um mediador para entrarmos no santo dos santos. Agora um novo e vivo caminho foi aberto para o céu, para o trono de Deus.
O véu rasgado simboliza a consumação da obra de Cristo. O caminho para Deus foi aberto. Jesus conclui a obra da salvação na cruz. O véu rasgado significa que Cristo venceu o pecado.
3. Abalou e mudou as estruturas engessadas – v. 51
Quando a lei foi dada no Sinai, houve um terremoto. Agora o terremoto significa que as demandas da lei foram cumpridas na morte de Cristo. O terremoto significa que a maldição da lei foi abolida para sempre por causa da morte de Cristo. A morte de Cristo provocou não apenas um terremoto físico, não apenas um abalo sísmico, mas também a morte de Cristo abalou e mudou todas as estruturas da sociedade. As estruturas políticas, econômicas, sociais, morais e espirituais foram mudadas.
4. Destruiu a dureza das pedras – v. 51
Não apenas as pedras se fenderam, mas os homens pedras têm seus corações também quebrados com a morte de Cristo. Pela morte de Cristo homens como Saulo, Agostinho, Lutero são transformados em homens santos, cheios do Espírito.
5. Destruiu o poder da morte – v. 52
1. Cristo matou a morte com a sua morte. É a morte da morte na morte de Cristo. A morte já não tem a última palavra. Cristo com sua morte tirou o aguilhão da morte. Agora a palavra final não é da sepultura. Cristo entrou nas entranhas da morte e venceu a morte e todo aquele que nele crê não morrerá eternamente. Os túmulos abertos signicam que Cristo venceu a morte.
CONCLUSÃO 
O centurião reconheceu que Cristo de fato é o Filho de Deus (v. 54). O povo saiu do calvário batendo nos peitos e lamentando. A cruz não foi uma derrota. Ela é o nosso triunfo.
Na cruz Jesus venceu o diabo – lá ele expôs o diabo e suas hostes ao desprezo e triunfou sobre eles (Cl 2:14). Lá ele desfez as obras do diabo (1 Jo ).
Na cruz Jesus nos justificou, nos perdoou, nos reconciliou com Deus, e nos deu a sua paz.
A cruz de Cristo é a nossa morte para o pecado. Ela é a nossa mensagem, a nossa glória!